Não será a primeira e nem a última vez em que deixarei as palavras domarem meus dedos.
Nunca fui de dissertar exata ou atraentemente, mas sempre que rabiscava (ou digitava), queria fazer com que pedaços de imagens e falas ecoantes em minha cabeça fossem entrelaçadas com o que eu sentia. Nem sempre sabia ao certo o que sentir ou fazer, mas acho que era justamente isso que me deixava mais íntimo de mim mesmo e, de certa forma, alheio ao que os outros pensam.
É essa intimidade que me faz "conversar" com pensamentos, desenhar minhas idéias e estruturar tudo isso dentro de um mesmo espaço.
Confesso que construir um pensamento e ainda conseguir fixá-lo para que outros olhos o pudessem compreender, já foi bem mais simples e nem por isso mais "próprio". Antes, talvez fosse preciso algum fato argumentado, contestado e comprovado pra que minha própria consciência conseguisse interpretar aquilo tudo e , assim, estabelecer uma relação ver-pensar-expor.
Agora, não basta apenas escrever, tem-se de sentir...
Sentir cada parte do que escrevo...
Cada palavra que lapido em frase..
E se não escrevo tudo o que sinto, reescrevo as palavras!
Reencontro
Há 16 anos
